domingo, 27 de novembro de 2011

Quem tem medo da tatuagem?

Imprimir arte no copro não é uma idéia tão nova assim
Nunca se viu tanta gente ostentando tatuagens as mais variadas. A palavra tatuagem origina-se do inglês “tattoo”, que por sua vez é proveniente da polinésia “tatau”, uma onomatopéia que significa bater. Isto faz bastante sentido quando se descobre que os nativos usavam um instrumento de osso para tatuar, no qual batiam com um pedaço de madeira.
A tatuagem já existia há mais de três mil anos como forma de expressão da personalidade ou de indivíduos de uma mesma comunidade tribal. Os primitivos se tatuavam para marcar os fatos da vida biológica: nascimento, puberdade, reprodução e morte. Depois, para relatar os fatos da vida social: virar guerreiro, sacerdote ou rei; casar-se, celebrar a vida, identificar os prisioneiros, pedir proteção, garantir a vida do espírito durante e depois do corpo.
Na era Cristã, na clandestinidade, os primeiros cristãos se reconheciam por sinais tatuados, com cruzes, as letras IHS, o peixe, as letras gregas. Na era moderna, a tatuagem passou por vários anos de marginalidade. Ela retorna a ser questão de relevância em nossa sociedade quando surge em artistas de música, cinema, e em pessoas comuns. Nos tempos modernos passou a ser uma forma de expressão individual de arte e estética do corpo. Hoje as tatuagens não são mais tão toscas, mas desenhos de traços mais finos e cores variadas. Deixou até de ser um símbolo de marginalidade.
A tatuagem já não encontra barreiras de idade, sexo ou profissão. Homens e mulheres, jovens e adultos, professores e dentistas, também exibem suas tatuagens. Essa arte sobre a pele é democrática, por mais que a sociedade ainda reaja com algum preconceito. É o individualismo que induz muitas pessoas a fazerem de sua pele o local do registro de idéias, valores ou simples vaidade.

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