Imprimir arte no copro não é uma idéia tão nova assim
Nunca
se viu tanta gente ostentando tatuagens as mais variadas. A palavra
tatuagem origina-se do inglês “tattoo”, que por sua vez é proveniente da
polinésia “tatau”, uma onomatopéia que significa bater. Isto faz
bastante sentido quando se descobre que os nativos usavam um instrumento
de osso para tatuar, no qual batiam com um pedaço de madeira.
A tatuagem já existia há mais de três
mil anos como forma de expressão da personalidade ou de indivíduos de
uma mesma comunidade tribal. Os primitivos se tatuavam para marcar os
fatos da vida biológica: nascimento, puberdade, reprodução e morte.
Depois, para relatar os fatos da vida social: virar guerreiro, sacerdote
ou rei; casar-se, celebrar a vida, identificar os prisioneiros, pedir
proteção, garantir a vida do espírito durante e depois do corpo.
Na era Cristã, na clandestinidade, os
primeiros cristãos se reconheciam por sinais tatuados, com cruzes, as
letras IHS, o peixe, as letras gregas. Na era moderna, a tatuagem passou
por vários anos de marginalidade. Ela retorna a ser questão de
relevância em nossa sociedade quando surge em artistas de música,
cinema, e em pessoas comuns. Nos tempos modernos passou a ser uma forma
de expressão individual de arte e estética do corpo. Hoje as tatuagens
não são mais tão toscas, mas desenhos de traços mais finos e cores
variadas. Deixou até de ser um símbolo de marginalidade.
A tatuagem já não encontra barreiras de
idade, sexo ou profissão. Homens e mulheres, jovens e adultos,
professores e dentistas, também exibem suas tatuagens. Essa arte sobre a
pele é democrática, por mais que a sociedade ainda reaja com algum
preconceito. É o individualismo que induz muitas pessoas a fazerem de
sua pele o local do registro de idéias, valores ou simples vaidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário